Nanoperícias

Há uns 3 anos atrás tive uma disciplina na faculdade ministrada por um professor substituto que era perito criminal. Comumente, a aula fugia do tema sonífero e ia parar nos causos dele. E numa dada aula cunhamos a expressão “nanoperícia”, em função das muitas situações em que ele citava nanotecnologias futuras que simplificariam o trabalho dele.

Depois desse blábláblá, a notícia é que cientistas de Harvard (que supresa..) descobriram que é possível utilizar a rede de microcanais natural do papel, devidamente impermeabilizada com um polímero, como alternativa aos chamados biochips em análises químicas instantâneas. Um biochip é criado com técnicas de litografia, trocando em miúdos, algo parecido com um circuito impresso, mas em escala 1E-9 nanométrica, onde fluídos em canais fluem escoam por capilaridade. Em cada microcanal há um reagente específico para identificar sangue, contaminantes, drogas e outras substâncias peculiares. Maiores informações sobre biochips não-celulósicos aqui.

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