Vácuo Quântico

Já que o blog estava acumulando teias, o post de hoje vai falar de duas notícias.

Cientistas confirmam a hipótese de que a matéria não passa de um produto das flutuações do vácuo quântico. Os três quarks que formam prótons e nêutrons representam menos de 1% da massa dessas partículas, sendo todo o resto atribuído a interações entre os quarks e glúons. E os glúons surgem e desaparecem em flutuações aleatórias desse tal vácuo quântico. A prova foi  obtida utilizando um método semelhante ao método dos elementos finitos, ferramenta extensamente aplicada em engenharia de estruturas, mecânica dos fluidos computacional, problemas com eletromagnetismo, entre outros. Contudo, os glúons explicam a massa dos quarks no interior de prótons e nêutrons, mas para quarks individuais o mecanismo é outro, governado, na teoria aceita atualmente, pelo campo de Higgs, sim, aquele do bóson.

E quando se fala de bóson de Higgs, falamos do nosso brinquedo favorito, o LHC. Os problemas com os magnetos congelados do LHC estão praticamente resolvidos, apesar de apenas três dos oito setores de imãs terem sido descongelados para manutenção. Se o cronograma for mantido, em julho de 2009 as primeiras colisões serão realizadas, considerando que nos primeiros dez dias de funcionamento não ocorreram colisões, apenas a aceleração de feixes de prótons.

3 Respostas

  1. Essa teoria, se bem entendida (e se for verdadeira, btw), significa que não existe vácuo stricto sensu, mas que o éter (não seria esse termo mais adequado?) é uma das aparências da substância na qual aquilo que chamamos matéria subsiste (i.e. da qual a matéria ontologicamente provém).

  2. Só para clarificar para os idiotas de plantão: não estou usando a palavra éter no sentido clássico, dos elementos, mas como substituto para vácuo, que tem a (falsa) implicação de não-ser. Enquanto círculos quadrados não são, o “vácuo” existe não apenas dependente da inexistência de “matéria”, mas per si. Isso que quero dizer.

  3. Mais claramente ainda: círculos quadrados existem apenas in mente, o vácuo existe in re, porque seria difícil crer que algo que exista in mente possa ser a origem do que existe in re – a ontologia não anda de trás para frente.

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